Fundos de Investimentos

fundos de investimentosUm fundo de investimento é um condomínio que reúne recursos de um conjunto de investidores (cotistas) com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aquisição de uma carteira formada por vários tipos de investimentos (conhecidos como ativos).

Funciona exatamente como um prédio onde cada condômino é dono de uma cota (um apartamento) e paga a alguém para administrar e coordenar as tarefas do condomínio (jardineiro, pessoal da limpeza, porteiro, manutenção de elevadores, entre outros). Nele são estabelecidas as regras de funcionamento (horário de funcionamento da piscina, do salão de festas, de música alta nas dependências dos apartamentos, entre outras). Essas normas são seguidas por todos os moradores, sem exceção.

Um fundo de investimento funciona da mesma forma. Os cotistas (os moradores) ao aplicarem um valor compram uma quantidade de cotas e pagam uma taxa de administração a alguém (que no caso do fundo se chama administrador) para coordenar as tarefas do fundo e gerenciar seus recursos no mercado. Ao comprar cotas de um determinado fundo, o cotista está aceitando suas regras de funcionamento (aplicação, resgate, horários, custos etc), e passa a ter os mesmos direitos dos demais, independentemente da quantidade de cotas que cada um possui.

Gestão Profissional (Gestores)

Imagine que você não mora num prédio, mas precisa escolher quem vai fazer a manutenção da piscina, ou precisa contratar os seguranças, o porteiro, a faxineira. Provavelmente você terá mais trabalho para procurar por esses prestadores de serviços e gastará mais, pois não dividiria os custos. Se morasse em condomínio, essa seria uma tarefa para o síndico. Com a vantagem, ainda, de poder ratear os custos com os outros moradores.

Uma situação semelhante poderia acontecer com você caso estivesse aplicado seus recursos de forma independente no mercado financeiro. Caberia a você escolher onde aplicar o dinheiro, tendo que avaliar diariamente diversos tipos de investimento. Isso significa ter o compromisso de analisar com frequência os riscos, o nível de endividamento e a expectativa de resultados de cada empresa da qual você comprou ação ou de cada banco do qual você adquiriu um CDB, por exemplo. Você precisaria aprender muita coisa, e dedicar bastante tempo para cuidar de todas as aplicações.

No fundo de investimento, os profissionais conhecidos como gestores são os responsáveis pelo acompanhamento da carteira. Eles administram os recursos do fundo de forma transparente e possuem poderes para tomar decisões de investimento. Então, quando você decide colocar dinheiro em um fundo, o que você está fazendo é contratar alguém, o gestor, para tomar decisões a respeito de onde aplicar o dinheiro.

Se o gestor faz tudo, qual o papel do investidor? A você cabe escolher fundos de acordo com seus objetivos e expectativas, e decidir pela aplicação mais adequada, considerando o que pretende fazer com seus rendimentos e qual o prazo para atingir seus objetivos.

Taxas

Taxa de administração

Esta é a taxa mais frequentemente cobrada pelos fundos. É quanto o fundo (ou melhor, os cotistas) deve pagar pela prestação de serviço do gestor, do administrador e das demais instituições presentes na operacionalização do dia a dia. O valor da taxa – que é calculado de forma anual, mas descontado diariamente – corresponde a um percentual do patrimônio líquido do fundo. Ele independe dos rendimentos obtidos pelos cotistas.

Taxa de performance

Essa é a taxa cobrada do cotista quando a rentabilidade do fundo supera a de um indicador de referência, conhecido como benchmark. Ela serve para remunerar uma boa administração. O cotista deve ter conhecimento sobre essa cobrança antes de fazer a aplicação. A taxa de performance é cobrada somente sobre a rentabilidade que ultrapassar o benchmark e existe uma periodicidade mínima para sua cobrança.

Nem todos os fundos cobram taxa de performance.

Tipos de Fundos de Investimentos

– Renda Fixa

– Multimercados

– Ações

– Cambiais

– Imobiliários

Tributação

Segundo determinação da Secretaria da Receita Federal, os Fundos de Investimento são classificados em três categorias para efeitos de Imposto de Renda, e a incidência do imposto dependerá do período em que cada aplicação permanecer no Fundo:

Fundos de Ações

Esses fundos contam com alíquota única de IR na fonte, seja qual for o prazo em que o investidor permanecer com os recursos investidos. O imposto será cobrado sobre o rendimento bruto do Fundo, no momento do resgate.

Prazo da aplicação: Independente do prazo da aplicação

Alíquota de IR: 15,00%

Fundos de Curto Prazo

Para fins de tributação, são considerados Fundos de Investimento de Curto Prazo aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias. Eles estão sujeitos à incidência de IR na fonte.

Prazo da aplicação                                    Alíquota de IR

Até 180 dias                                                22,50%

Acima de 180 dias                                      20,00%

Fundos de Longo Prazo

Para fins de tributação, são considerados Fundos de Investimento de Longo Prazo aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias. Eles estão sujeitos à incidência de IR na fonte.

Prazo da aplicação                                    Alíquota de IR

Até 180 dias                                                22,50%

De 181 a 360 dias                                      20,00%

De 361 a 720 dias                                      17,50%

Acima de 720 dias                                      15,00%

Come-Cotas

O Imposto de Renda dos Fundos de Investimento é recolhido no último dia útil dos meses de maio e novembro, em um sistema denominado “come-cotas”. Para esse recolhimento será usada a menor alíquota de cada tipo de Fundo: 20% para Fundos de Curto Prazo e 15% para Fundos de Longo Prazo.

Assim sendo, a cada seis meses os Fundos, automaticamente, deduzem esse Imposto de Renda dos cotistas, considerando o rendimento obtido nesse período. A cobrança desse imposto é efetuada em quantidade de cotas, ou seja, calcula-se o número de cotas proporcional ao valor financeiro referente ao IR devido e diminui-se esse número do total de cotas que o cliente possui.

Além disso, no momento do resgate da aplicação do investidor, se for o caso, será feito o recolhimento do IR, de acordo com a alíquota final devida, conforme o prazo de permanência desse investimento no fundo. Não há a incidência de “come-cotas” em Fundos de Ações.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incide sobre o rendimento nos resgates feitos em um período inferior a 30 dias. O percentual do IOF pode variar de 96% a 0%, dependendo do número de dias decorridos da aplicação, incidindo sobre o rendimento do investimento.